Cuide do Hálito responde

Veja as dúvidas mais comuns sobre os Cuidados com o Hálito:

Este é talvez o maior mito que envolve a halitose. É muito raro um caso de mau hálito com origem estomacal. Existem algumas situações em que o ar pode vir do estômago com odor alterado, como no refluxo gástrico, eructação gástrica (arroto). Mas, nestas situações, o cheiro percebido será ácido e não com odor de enxofre, característico da halitose crônica.

Mais de 90% dos casos são de origem bucal, por isso, o cirurgião-dentista qualificado é o profissional responsável por conduzir o diagnóstico preciso e o tratamento eficaz.

Para responder esta questão, pense no que acontece quando você entra em um apartamento recém-pintado. No início o cheiro é forte, mas depois de algum tempo ele se torna praticamente imperceptível, não é mesmo?

Tudo isso acontece em função de um processo chamado de fadiga olfatória, que é deflagrado pela enorme capacidade de adaptação do nosso olfato para que possa sentir novos cheiros. Isso acontece porque o olfato humano identifica um único odor por vez e deixa de senti-lo se ele for constante.

A fadiga olfatória explica porque deixamos de sentir o cheiro do apartamento recém-pintado e também as alterações do nosso hálito. Por isso, é muito comum pacientes que sofrem com alterações no hálito não saberem que tem o problema.

Devido à fadiga olfatória, que faz com que nosso olfato se acostume com os odores depois de algum tempo de exposição, somos péssimos juízes do nosso hálito.

Técnicas como lamber a mão e esperar a saliva secar para depois cheirar, apesar de popularizadas, também não são confiáveis e podem apresentar resultados falso positivo. O mesmo acontece com aquele teste famoso de juntar as mãos em concha para cheirar o hálito. Por isso, em caso de dúvidas sobre a qualidade do seu hálito, o teste mais eficaz é perguntar para uma pessoa de sua confiança se existe alteração de ar perceptível quando você fala de perto ou assopra em direção ao seu rosto. Ou ainda, em caso de dúvidas, procure um profissional qualificado e faça o teste com o halímetro, uma tecnologia que mede os gases causadores do mau hálito e possibilita um diagnóstico eficaz, concreto e confiável.

Buscas na internet sobre remédios caseiros para curar problemas do hálito são muito frequentes. A grande questão é que as soluções caseiras apenas mascaram o problema temporariamente. Como são paliativos, podem interferir na segurança de quem sofre com a halitose por dificultar a conquista da confiança na qualidade do hálito.

Além disso, alguns remédios caseiros podem, inclusive, causar outros problemas de saúde. O bicarbonato de sódio, por exemplo, contribui com a remoção de resíduos. Mas a utilização em excesso pode irritar a mucosa bucal e até agravar a halitose porque deixa alcalino o pH bucal.

O limão e outras frutas cítricas, que contribuem para o cuidado com o hálito por estimular a salivação, podem causar sensibilidade nos dentes e alterações estomacais. O mesmo acontece com o cravo da índia, que quando usado em excesso irrita a mucosa bucal e favorece sua descamação, potencializando a formação de saburra.

A saliva funciona como um “detergente bucal”. Ela tem ação antimicrobiana, age na defesa do organismo, autolimpeza e eliminação de toxinas.

Responsável pela lavagem da boca, a saliva equilibrada, em quantidade e qualidade adequadas, impede a estagnação da matéria orgânica que se acumula na mucosa bucal, em especial sobre a língua, formando o biofilme lingual (saburra língual). Como o biofilme é considerado um dos maiores centros de formação de compostos sulfurados voláteis, o CSV, gás responsável pelo mau hálito, a saliva pode ser considerada uma das mais importantes guardiãs do hálito.

As frutas cítricas como limão, laranja, abacaxi, kiwi, morango ou maracujá, além de adstringentes e bactericidas, estimulam a salivação e o funcionamento do sistema digestivo. Como a saliva é fundamental para o cuidado do hálito, sua quantidade e qualidade influenciam na limpeza da boca e no controle das bactérias. Com isso, limitam a formação do biofilme lingual, que é um dos maiores causadores do mau hálito. Além de ricas em água e fibras, as frutas favorecem a boa saúde bucal e do sistema intestinal.

É muito importante avisar quem sofre de mau hálito, porque, devido à fadiga olfatória, é bastante comum que a pessoa não saiba. Aborde o assunto com cuidado e use palavras acolhedoras. Mas, caso não se sinta confortável, a A Associação Brasileira de Halitose criou o SOS Mau Hálito. Basta acessar o site www.abha.org.br. O serviço envia um aviso, por carta ou e-mail, comunicando que um amigo percebeu o problema (sem citar o nome) e indicando especialistas para tratá-lo. Uma pesquisa com pacientes avisados apurou que 98% ficaram gratos por terem sido alertados.

Sim. É bem comum o fato de pacientes com mau hálito chegarem à Clínica com uma higiene perfeita, às vezes até excessiva, e ainda assim apresentarem um hálito alterado.

Isso acontece porque existem muitas causas diferentes para o mau hálito (por isso é chamado de multifatorial). A maioria delas é bucal e nem sempre está relacionada à higiene. Inclusive, existe a possibilidade de algumas estarem associadas a desequilíbrio interno do organismo.

Se você tem uma higiene adequada, limpa bem a sua língua e ainda assim apresenta hálito alterado, venha nos visitar e conheça nosso trabalho. Estamos preparados para lhe ajudar!

E, caso conheça alguém que sofre com isso, converse com carinho e sem tabu sobre o assunto.

Não encontrou resposta para suas dúvidas? Envie sua pergunta. Porém, lembramos que o Cuide do Hálito Responde não substitui a consulta com o Cirurgião-Dentista qualificado.

Liberdade para ser autêntico!

Se você quer conhecer nosso trabalho e testar a qualidade do seu hálito, venha nos visitar!

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